Amamentação
Alimentação da mãe durante a amamentação

Alimentação da mãe durante a amamentação

Veja algumas dicas essenciais para manter a saúde neste momento tão importante que é a gestação

Nas últimas duas décadas, o avanço da medicina e da ciência evidenciaram de forma inegável a importância da alimentação para a saúde do corpo como um todo e também da mente.

Isso é ainda mais verdadeiro durante a gravidez — período em que o corpo da gestante sofre inúmeras transformações e pode começar a desejar comidas impensáveis ou rejeitar alimentos antes corriqueiros — e continua no puerpério.

Para as mães de bebês recém-nascidos, é importante não ingerir gordura em excesso, o que torna a fritadeira sem óleo um eletrodoméstico importante para se ter em casa. Veja a seguir algumas dicas essenciais sobre a alimentação durante a amamentação.

Variedade

Uma regra simples e que continua valendo para as mulheres que estão amamentando é buscar uma alimentação variada, abrangendo frutas, cereais integrais, verduras, legumes e bastante água. Esses alimentos são importantes, pois promovem a produção de leite.

Em função da pressão estética e da busca por retornar ao corpo de antes da gravidez, há mulheres que adotam dietas durante a amamentação. Mas isso prejudica a saúde, já que, por causa da amamentação, a mãe perde até 2 kg por mês gradualmente, devido a enorme quantidade de energia para produzir o leite.

Algumas recomendações básicas são: ingerir pelo menos cinco porções de vegetais e frutas todos os dias, consumir proteínas (se forem de origem animal, devem estar bem cozidas) e carboidratos integrais (como arroz, cereais, macarrão, grãos e pão).

Cálcio e laticínios

A produção de leite demanda bastante cálcio do organismo da mãe, por isso, é essencial manter o consumo de laticínios para suprir as novas necessidades de cálcio.

É importante ingerir três porções de lácteos, como leite desnatado, queijo branco, iogurte natural. Isso só não deve ser feito se o bebê ou a própria mãe apresentar intolerância à lactose. Nesse caso, é preciso buscar cálcio de outros tipos de alimentos, como alfavaca, semente de linhaça e de gergelim, couve manteiga, salsa, amêndoa torrada, entre outros exemplos.

Outra dica importante para ajudar na produção do leite é ingerir bastante líquidos, sobretudo água (estando ela na forma líquida ou presente em alimentos, como sopas e sucos). O mínimo recomendado de ingestão de líquidos é de dois litros por dia — quem gosta de chá, pode prepará-lo e ingeri-lo sem açúcar.

Gorduras

Ingerir gorduras em excesso não é recomendado, de forma geral, e isso se intensifica durante a gravidez e o puerpério. Contudo, cortar totalmente a gordura da alimentação pode trazer questões — especialmente em estações mais frias, quando a gordura se destaca por ajudar a proteger o corpo das baixas temperaturas.

É possível ingerir gorduras boas a partir de alimentos, como azeite de oliva, abacate, frutas secas e sementes (chia, abóbora, linhaça). Quem gosta de um petisco (como pastéis, batata e mandioca fritas) pode consumi-los, mas com moderação e utilizando fritadeiras que dispensam o uso de óleo. 

Óleos, açúcar e sal também devem ser consumidos em pequenas quantidades, assim como bebidas estimulantes, como chimarrão e café. Os alimentos que devem ser evitados são os embutidos, refrigerantes e produtos industrializados de forma geral, já que apresentam muita gordura e açúcar.

Nutrientes

É importante reconhecer os alimentos que são fonte de alguns nutrientes. No caso do ferro, é importante caprichar em carnes, sementes de abóbora, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico), frutas secas e abacate.

Já o ácido fólico pode ser encontrado no brócolis, salsinha, repolho, aspargos, espinafre, tomate e feijão. A vitamina C é encontrada em abundância em frutas cítricas, pimentão amarelo e frutas como manga, goiaba, melão e mamão.

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